Sentir-se, estar, só.

Solidão

Palavra feita para ser escrita assim, sozinha. Mas é só a palavra. quem sofre dela, não precisa estar da mesma forma. Ás vezes me sinto mais só no meio de uma multidão, do que dentro do meu quarto olhando para o teto. Solidão não é um momento, é uma situação. Sentir-se só é diferente de estar só. 

Sentir, concretiza no seu olhar, no seu falar, no andar. Quem sente, realmente é só. E em alguns casos, esses sentir não é de ninguém te querer, é um caso natural, existe pessoas, eu por exemplo, que nasceram para viver só. Mesmo que se tenham muitos amigos, casem, que tenham filhos, serão sozinhas para sempre. Irão, muitas vezes, notar, no meio da galera, que estão olhando para o infinito. Pessoas assim, estão acostumadas com tragédias. Sabem dar muito bem com elas, Nasceram para viver, rir e chorar intensamente.

Estar, é passageiro, é só um momento. O olhar só demonstra-se depois do choro, o falar, depois gritar, o andar depois de não se segurar. Estar, é poder sair ou se aprofundar. São nesses perfis que se encontram os doentes. Eles não resistem à tragédias. E se resistem, são desbravadores. Corações de aço. Quase sentem, mas não chegam a tanto. Não são inferiores, entendam, somos iguais, eles só são mais vibrantes, alegres, e diferente dos que sentem, nasceram para Viver ou Chorar intensamente. Não são tudo ao mesmo tempo, são apenas um. O que os tornam tão únicos como os que sentem.


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1 comentários:

Ítalo Ramon

oiooooi

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